O PLANETA EXISTE SEM A HUMANIDADE, MAS A RECÍPROCA NÃO É VERDADEIRA. CABE ÀQUELES QUE TÊM CONSCIÊNCIA, ILUMINAR O CAMINHO – SEM SOLIDARIEDADE NÃO HÁ SOCIEDADE. UNIDOS SOMOS MAIS FORTES. CIDADE SUSTENTÁVEL JÁ!


quarta-feira, 4 de maio de 2011

O picadeiro da transformação

As mudanças climáticas são tão surpreendentes quanto às mudanças humanas. Alguns acreditam na transformação do Ser através de uma palavra ou de uma técnica, ou de um fato que desperta para a nova realidade. As tempestades com inundações dizimando cidades, os ciclones varrendo um território do mapa, terremotos abalando patrimônios, tsunamis engolindo famílias e tantos outros acidentes naturais que elencariam a mente humana num salto para um Avatar, cujo preço não é o da tecnologia mais o da sabedoria. Os dados sobre o aquecimento global, ainda que mascarados por uma política anti-pânico, revelam a banalização de um ciclo de existência que pode oferecer renovação com sobrevida, ou não.
Todos os sítios de guerra, reincidentes ou não, já eliminaram seus biomas adquirindo um padrão de vida aquém do estabelecido pelo organismo mundial responsável pela manutenção e proteção do meio ambiente. Entretanto, há o evento esportivo, musical, cinematográfico, folclórico, enfim movimentos culturais que atraem o público, o dinheiro, o “glamour” pelos seguidores – uma busca frágil para enterrar as lembranças e atitudes para tantas tragédias com uma lista tão expressiva de óbitos. 
E uma pergunta avassala a mente consciente: há transformação humana ou tudo é ilusão? Olhar para o lado e esperar solução compartilhada, se não é trágico será cômico. Alguém quer um rio fluindo e grita, mas nada acontece. Outros obstruem uma via pública para impedir o desmatamento, mas o que vemos sobrar das árvores é assustador, são público e notório que os fins justificam os meios do lado errado dessa corda invisível da insensatez, apontando o resultado contra a vida saudável. Lembre-se de um aspecto sutil: se tudo o que é feito contra o planeta e a humanidade representam o lixo do universo em face da luz da transformação, então o lixo será o nosso padrão de vida daqui para frente e, a mais inverossímil conclusão é que o ser humano antes de entender a mudança necessária, atenderá a uma acomodação adaptada, uma passividade forte de quem rejeita o que é justo na mandala da vida, cujo vínculo histórico será um mero picadeiro da transformação.