O PLANETA EXISTE SEM A HUMANIDADE, MAS A RECÍPROCA NÃO É VERDADEIRA. CABE ÀQUELES QUE TÊM CONSCIÊNCIA, ILUMINAR O CAMINHO – SEM SOLIDARIEDADE NÃO HÁ SOCIEDADE. UNIDOS SOMOS MAIS FORTES. CIDADE SUSTENTÁVEL JÁ!


quarta-feira, 4 de maio de 2011

O encontro

Todo ser humano tem o direito a um encontro com a natureza para perceber que não é o único exemplar vivo do universo e quem sabe reconhecer que há muito aprendizado no exercício dos cinco sentidos básicos, quiçá os desdobramentos. Observe que sob um olhar mais cuidadoso, entregue ao momento, a viagem é para o útero tamanho o acolhimento e num relâmpago emocional tudo pode se transformar.
Naquele dia, na subida da trilha pela floresta urbana fui acolhida primeiramente com cheiro da mata fresca descongestionante do meu olfato, simultâneo musical dos inúmeros pássaros aguçou minha audição. Segui em frente embalada pelo corpo leve e sedento do cenário que presenteou minha visão, cruzei cavernas de pedras com forrações vegetais coloridas e povoadas por insetos diversos na direção do som dos tambores em vibração harmoniosa e variada – uma música que me chamou. À medida que me convenci da aproximação, minha face ficou molhada da poeira de água fresca que acelerou meu coração no compasso da música. Abri os arbustos com as mãos trêmulas no tato das folhas e vislumbrei um espetáculo orquestrado das águas: a cachoeira num movimento da nascente para a queda d’água e enfim o desenho do rio livre. A ópera foi um abraço das pedras variadas, na dança dos peixes através do espelho d’água translúcida, das folhagens coloridas, da revoada dos pássaros, das borboletas multiformes com o magnífico som das águas num traçado criativo da paisagem, unidos e harmoniosos pela gratidão que a existência propiciou. Alimentei meu corpo com uma fruta suculenta na provocação do meu paladar naquele momento, a fim de um registro de felicidade material, pois a espiritual foi alimentada pela natureza. 
Olhei para o céu e me encantei com o arco-íris emoldurado na água que jorrou ininterruptamente num salto para a liberdade – o "Pote de Ouro" está ali mesmo. Há os que interpretam sonhos e não vivem, há os que vivem para realizar os sonhos. Definitivamente nada nessa vida me presenteou o silêncio interior como essa vivência bucólica. Envolvida pelo meu "Animal do Poder", sequei meu corpo ao sol, cujos raios invadiam com suavidade aquela tela vital e trouxe comigo a certeza de que nada, absolutamente nada, existe sozinho ou dissociado dos elementos vitais, que compõe o universo. Ainda que o autoconhecimento seja um caminho para dentro, quando você retorna do silêncio consciente há uma serena compreensão do "Todo". Esta é a minha homenagem à mulher – geradora e zeladora da vida -, a 'Mãe Natureza" que acolhe todos os filhos do planeta. Rogo diariamente ao "Universo Perfeito" que transborde o sentimento desse momento na Humanidade, pois sem a Natureza a Arquitetura desaparece também para a história da vida.
Este texto é uma homenagem ao meu Estado do Rio de Janeiro pelo Censo da Mata Atlântica, cujo trabalho honre os "Espíritos da Floresta Urbana" e os nossos "Ancestrais". Que os "Guardiões do Segredos do Universo" se espalhem!

O espírito do projeto

O projeto de arquitetura holística que eu abracei tem um suave mistério. Holismo é teoria de que existe uma tendência à interação dos elementos do universo, as partes que formam o Todo. Assim, considerei as seguintes filosofias: a Cromoterapia, o Reiki, a Aromaterapia, o Feng Shui, o Xamanismo harmonizadas com a técnica padronizada e os estilos nos períodos da arte. Aglutinar tudo isso não é fácil! 
É fundamental respeitar o espírito do lugar, conhecer a história da terra, ouvir as paredes, respirar o paisagismo local e captar os sonhos. Também ler o sol, ouvir o vento, entender a lua, enxergar as cores do entorno e acomodar a água pela origem. Acatar as leis do uso e da ocupação do solo, os parâmetros urbanísticos e a plástica (forma e estilo) do bloco edificado em relação ao local. 
Cada lugar, assim como, cada pessoa possui uma necessidade de cura, um aroma peculiar, uma cor que compatibiliza uma característica espacial e uma expectativa de vida. Há uma compreensão visceral da sustentabilidade.
Um partido arquitetônico jamais interfere no destino do usuário, apenas flui - é um generoso coadjuvante. O espírito do projeto é como o universo e seus elementos (galáxias, planetas, estrelas, asteroides, buracos negros, etc.), cada parte possui uma importância e juntas formam a criatividade, cuja representação é a mandala da vida. O encontro do autor do projeto com o proprietário do local não é um acaso, respondendo às inúmeras trajetórias que a vida desenha.
Diante de uma malha de interferência tão complexa e sutil, o prêmio desse trabalho árduo, porém excitante, é o sorriso espontâneo e a prosperidade do compartilhamento humano, onde a saúde material e a espiritual promovem a esperança de uma vida feliz. O profissional é apenas um veículo, uma ponte para realização dos sonhos.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O meio ambiente que nos acolhe

Há um sinal trágico de responsabilidade social mundial em importância projetada nas microrregiões onde a proteção ao meio ambiente é ignorada. Há um murmúrio perigoso sobre a criação de um organismo internacional regulador do assunto, quando o Protocolo de Kyoto e a Agenda da Cidade Sustentável foram ignorados por anos a fio. O que prevalece ao mundo das nações é o dinheiro, quando muito uma plantinha na jardineira de um palácio qualquer.
Urge um projeto em malha de interferência com expectativa do desenvolvimento econômico nas regiões e uma preservação ambiental com suas evoluções etárias, em face de haver um período evolutivo no planeta alterando os biomas. Desta forma a lei seria respaldada por uma leitura vinculada à representação gráfica, estabelecendo cientificamente uma estanqueidade de atitudes – sem espaço para distorções e infrações grosseiras.
Há um temor profundo no âmago dos profissionais decentes quanto à banalização da sobrevivência do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável diante do corrupto cenário mundial atual – será necessária a moralização da vida -, observe que até os sítios de guerra em perfis inóspitos e áridos por longos períodos, infelizmente, podem se assemelhar a qualquer região do mundo que desrespeite as normas básicas de consciência ambiental.
Há dois aspectos fundamentais para avaliação, a saber: que significado tem um organismo institucional que não defende a verdade científica a que se propõe e porque não há mapeamento definitivo e incontestável (sobre jurisprudência criminal) definindo a proteção ambiental?
Pelo texto da lei e estatuto vigente o funcionário público que não cumpre sua função sofre penalidades previstas, logo, jamais aconteceria parecer favorável ao erro como é o caso de muitos empreendimentos obstruindo rios e dizimando florestas em detrimento a um caminho energético que carece de postura fielmente científica.
Será mais uma conferência mundial para resolver coisa alguma e carimbar o óbito do planeta desenhado sobre muitas notas de valores monetários mundiais com a assinatura de seus ilustres gestores – triste fim da humanidade!