O PLANETA EXISTE SEM A HUMANIDADE, MAS A RECÍPROCA NÃO É VERDADEIRA. CABE ÀQUELES QUE TÊM CONSCIÊNCIA, ILUMINAR O CAMINHO – SEM SOLIDARIEDADE NÃO HÁ SOCIEDADE. UNIDOS SOMOS MAIS FORTES. CIDADE SUSTENTÁVEL JÁ!


domingo, 26 de junho de 2011

A habitação é um templo de aconchego

Uma das linguagens mais expressivas do ser humano, desde a sua existência no planeta na direção do bem estar, é a habitação. Este espaço chamado de assentamento humano - em inúmeros documentos sobre as normas de sobrevivência adequada - deveria estabelecer um nome emblemático: o lugar de ser feliz. A habitação é um templo de aconchego, onde à família se reúne e traça a evolução daquela espécie, contribuindo para a história de uma sociedade e, por conseguinte de uma civilização. A importância vital da relação de hábitos com o estudo evolutivo do planeta. Quem sabe, com esse apelo os agentes responsáveis pela Cidade Sustentável focassem com mais respeito e, responsabilidade as condições de sobrevivência da humanidade neste planeta magnífico.
O esgoto a céu aberto espalha o odor pelo bairro e, a sensação é de que se estenderá para todos os lugares do mundo. Os insetos proliferam como ficção de terror, o lixo amontoado arremata um cenário dramático como se tudo isso fosse equipamento urbano, mas infelizmente já faz parte da paisagem. Toda a comunidade vive com esse padrão adoçado a sua história e imagem. Eles carregam na roupa, na pele e nos objetos escassos do “habitat” esse conjunto há muito abolido dos padrões de sobrevivência. O que se questiona oportunamente é a cegueira de quem é responsável pela ordem nos assentamentos humanos e seu entorno atendendo às necessidades básicas de vida. Onde está o olhar generoso que tanto mencionam nos folhetins diários? 
Somente quem vive nestes locais e os que transitam sob a imposição de trabalho podem lamentar algo de desumano e irresponsável na gestão urbana, são sobreviventes do caos diário – um sítio de guerra em meio ao desenvolvimento voraz das cidades pseudo-desenvolvidas -, o restante é falácia. Levantar a bandeira do desenvolvimento sem ao menos ler a cartilha do mesmo ou fazer referências ao saneamento básico como se fosse pintura de fachada, quiçá arbitrar sobre equipamentos urbanos sem nem conhecer a malha onde ele está inserido e as necessidades diárias dos usuários, sinceramente, é um abuso institucionalizado. Há muita conversa e pouca ação. Enquanto isso as epidemias se manifestam, trocamos tecnologias por máscaras, conhecimentos por óbitos E famílias por desertos humanos. Há um tsunami todos os dias em inúmeros pontos do mundo que equivocadamente chamam de cidade. E pensar que defendem ardorosamente a sustentabilidade – Estadistas insanos!