O PLANETA EXISTE SEM A HUMANIDADE, MAS A RECÍPROCA NÃO É VERDADEIRA. CABE ÀQUELES QUE TÊM CONSCIÊNCIA, ILUMINAR O CAMINHO – SEM SOLIDARIEDADE NÃO HÁ SOCIEDADE. UNIDOS SOMOS MAIS FORTES. CIDADE SUSTENTÁVEL JÁ!


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Visões contraditórias

Que tipo de pessoa - tão preparada intelectualmente - aceita uma informação contrária ao que é perceptível a olho nu: a fragilidade da saúde do planeta causada pela humanidade é imaginária? 
Se tudo nesse universo tem prazo de validade nós precisamos entender como manter a sobrevivência sem comprometer o que nos envolve. A inteligência emocional é diretamente responsável por essa tarefa. O meio ambiente tem seus ciclos assim como o ser humano, óbvio com intervalos de tempo diferentes e proporcionais à composição de matéria e implantação na galáxia. Funciona mais ou menos assim: seu corpo é o que você come e respira e exercita e sente e pensa; o planeta é o que o universo propõe (irradiações solares, magnetismo dos astros, composição físico-química, etc.) e o que respira (os gases, as árvores, os seres vivos) e exercita (no uso e ocupação do solo e reservas naturais) e sente (climas pela biodiversidade) e pensa (reações proporcionais às ações equivocada do ser humano ou ao período de transformação pela faixa etária). 
Exemplos clássicos de equívocos humanos: ocupar encostas com moradias ou agronegócio subtraindo a mata nativa e sobrecarregando o solo com baixa resistência às construções sem planejamento, poluição da reserva hídrica (rios, lagos, mares, oceanos, cachoeiras e aquíferos), irradiação na vazão das usinas nucleares e desmatamentos das florestas. Como exemplo da evolução natural do planeta está a corrente de ventos, correntes marítimas, mutação das espécies para adequação às mudanças climáticas, erupções de vulcões aparentemente inativos, deslocamento de placas tectônicas (há controvérsias de que tais eventos planetários assim como o caso dos vulcões estejam intimamente ligados às inserções exploradoras de reservas naturais como minerais e metais e petróleo, aumentando a deformação natural da evolução).
A omissão criminosa diante dos fatos acima mencionados é a cegueira convenientemente burra, um suicídio coletivo planejado quando as soluções são substituídas por atividades comerciais negligenciando a científica insistentemente anunciada, bem como, a sucessão perigosa dos respectivos desastres decorrentes num rol de óbitos expressivo.
Não é preciso produto mágico para uma vida sustentável nem obra faraônica ou reunião das nações extremamente onerosa para não resolver grande coisa, apenas consciência (amor como quinto elemento) ao mapear as atividades humanas com respeito aos limites do planeta diante dos quatro elementos (terra, água, ar, fogo) preciosos para a preservação da vida. Quem compromete a vida está em franco processo de autodestruição. 
A nossa civilização tem a obrigação moral de gerar um harmonioso padrão de vida pelo desenvolvimento científico que conquistou assim como filosófico, ambos projetados através da história. Tomara o leitor tome consciência a fim de que todas as ações sejam precedidas de reflexão.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O legado das emoções

Quando uma pergunta recebe uma resposta inconsistente ou uma ausência ou uma forma evasiva no esclarecimento, muitas conclusões surgem e o perfil de uma multidão se descortina. A questão sobre amizade num texto forte averiguou a coragem, inevitavelmente os dados foram colhidos. Quem tem medo não vive.
Quem não se expõe através de seu depoimento na rede social pela manutenção das emoções no cotidiano, reproduz sua identidade a partir da própria sombra que projeta na verdade. Vivemos tempos de liberdade mascarada não somente imposta pelos gestores de um sistema político, mas pela fragilidade dos valores humanos.
Enxergar a verdade diante do espelho pode ser fatal ao castelo de cartas.
Amizade e família assim como romance deflagram um sentimento enriquecedor que qualifica a vida, presente somente nas pessoas destemidas e determinadas em saúde emocional. Há uma aridez cotidiana nos relacionamentos que assombra a Existência: qual a meta para tanta superficialidade?
O ser humano perde diariamente o direito ao título de animal racional quando declara silenciosamente em suas esquivas o quão pequeno é o seu universo de emoções; sucumbe rapidamente diante de uma pressão no foco da realidade saudável como se a mesma fosse o erro, uma doença. Se a palavra salvar entrou no aqui-agora para resgatar algumas benesses vitais subentende-se que aquele que o faz, está pleno emocionalmente, o que na realidade não tem acontecido. 
Foi na carência de valores sentimentais que a vida se perdeu e tornou-se tão difícil salvá-la e assim tudo o que ela contém. A minha resposta ao impasse grande enigma da amizade é simples: amo tanto aqueles que me são caros que não sei onde eu começo e a amizade termina. Tudo está misturado e sempre junto no foco de uma convivência cheia de surpresas, alegrias e aprendizagens.
Amanheci ensolarada depois de um silencioso afastamento de inverno, cujo momento iluminado pela família trouxe mais compreensão ao que realmente é imprescindível ao Todo. A humanidade precisa acordar. Que hoje seja o início de um cultivo de sementes emocionais preciosas à qualificação da vida no planeta. Que o universo perfeito ilumine as ações da humanidade em sensatez e parcimônia. Lindo dia a todos!